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SAMORA EM MOVIMENTO

" A INFORMAÇÃO NO MOMENTO "

SAMORA EM MOVIMENTO

" A INFORMAÇÃO NO MOMENTO "

PROCISSÃO COM TODAS AS IMAGENS

  

     Depois do Cortejo de Nossa Senhora de Alcamé, segui se a Missa Solene na Igreja Matriz de Samora Correia, Presidida pelo Paroco Joaquim Pinheiro. Depois da Eucaristia, realizou se a Procissão com Todas as Imagens,acompanhada pela Banda da Sociedade Filarmonica União Samorense e Fanfarra dos Bombeiros Voluntarios de Samora Correia,  percorreu as principais ruas da vila. Momento solene de devoção às Padroeiras, Nossa Senhora de Olibveira e Nossa Senhora de Guadalupe.

 

 

PROVA DE CAMPO NA VILA

    

    Domingo de Manhã, realizou se a prova de maneio de gado bravo no terreno junto á sede da ARCAS em Samora Correia. É caso para dizer que o habitual trabalho dos campinos no campo, veio à vila, para que todos aqueles que se deslocaram ao local pudessem apreciar o trabalho de campinagem. Houve também premios para as melhores varadas, que foram para JANICA no que diz respeito a campinos e ASIF, quanto aos cavaleiros amadores. 

   Mais uma manhã bem animada e bem do agrado das gentes ribatejanas, com muita emoção e aficion.  

SARDINHAS, PÃO, VINHO E NÃO SÓ

 

     Pois é Sardinhas, Pão e Vinho para todos aqueles que visitam Samora Correia, na Noite da Sardinha Assada nas Festas de Samora 2008. É a noite mais longa das Festas de Samora e este ano teve animação diversificada e para todos os gostos.

  Festival de Folclore na Praça da Republica, seguindo se arraial popular, Sevilhanas no Largo do Calvario, Fado Amador na Fonte dos Escudeiros e o Cavalinho Musical no palco movel pelas ruas da Festa.

  Depois, para terminar a noite, largadas de Toirios para animar os inumeros forasteiros, que vieram até Samora Correia, para uma noite bem animada e ribatejana.

 

 

veja FOTOS da FESTA : http://fotos.sapo.pt/fotosamora/playview/19

 

VIDEOS da FESTA: http://videos.sapo.pt/videosamora/playview/6

HOMENAGEM AO CAMPINO FRANCISCO PAULINO

 

Francisco Paulino foi o campino escolhido para receber a homenagem nas festas de Samora 2008

 por Sergio Perilhão

Sérgio Perilhão

De entre os personagens que integram a Festa Brava, o campino ocupa (ou devia ocupar) um lugar de destaque, porque constitui uma particularidade na sua génese e tem (ou devia ter) uma importância extrema na contribuição efectiva.

Hoje, partilho convosco alguns retalhos de mais uma vida de um desses ribatejanos a quem o futuro ditou um caminho, uma paixão e um entusiasmo que culminaram na entrega total à sua profissão, que é arte e sabedoria de experiência feitas, moldadas pela vida acre do campo e das dificuldades próprias do tempo em que nasceu e cresceu. O bisavô, o avô e o pai entregaram-se também à faina do campo e ao maneio do gado, assumindo com toda a plenitude ser e estar sempre ao serviço de uma vida, no respeito e na entrega ao trabalho, ajudando a escrever algumas das páginas da nossa história rural, que marca a tradição portuguesa das artes e ofícios.

Nasceu na vila de Samora Correia, a 1 de Abril de 1940. De tenra idade, aos sete anos, começou por acompanhar o pai, como seu ajuda, guardando os bois da tralhoada. O velho Anacácio Paulino era, ao tempo, um exímio tralhoeiro na Casa de Estêvão de Oliveira, no Condado de Pancas, na Herdade de Camarate. Como não se ganhava para sapatos, o jovem Francisco andava descalço. A roupa que trazia no corpo era remendada. As dificuldades eram muitas. Até aos nove anos acompanhou o pai com a atenção e o entusiasmo de quem não quer perder pitada da sabedoria que podia recolher dos mais velhos. Dos seus irmãos foi o único que seguiu este caminho… “e agora, penso que, da família dos Paulinos, incluindo os meus primos, nesta arte sou o último!”

Continuou ligado à Casa de Estêvão de Oliveira até aos treze anos. Com a separação da Casa, o pai mudou-se para Vale Carneiro, ficando então ligado a um dos herdeiros, como abegão. O Francisco, a dada altura, ficou responsável pelos toiros… “eu tratava dos toiros que, - ainda me lembro,- eram todos “jaboneros”. (...) eu e a minha mãe dávamos-lhes a ração e tínhamos uma amizade com eles como se fossem crianças… andávamos sempre à vontade... seguiam a gente a berrar, à espera de lhe pormos o comer...”

Os patrões venderam a ganadaria… “os outros trabalhos do campo também se reduziram muito, e nós tivemos que ir embora.Veio a tropa e fui para Angola. Regressado do então Ultramar Português, Francisco Paulino entrou na Casa Oliveiras, Irmãos como maioral das éguas; seguiu-se a Companhia das Lezírias como desbastador dos poldros; passou por um picadeiro em Caneças na mesma função, onde só esteve seis meses, (…) “estava fora do meu ambiente e então decidi voltar a Samora. Como o meu pai estava na Casa do Senhor Conde Cabral, o Senhor Rafael Vilhais -- pai do Rafael que lá está agora -- mandou-me chamar e... aceitei um lugar na cocheira para montar os cavalos. Entretanto, o maioral das vacas saiu. Fui ter com o Senhor Rafael e pedi-lhe o lugar. E disse ao Senhor Conde, ao D. Jacinto: - se o senhor não me deixa ir para as vacas então vou-me embora da Casa. O senhor Conde aceitou. Estive treze anos como maioral das vacas bravas. Tenho recordações desse tempo... eu tentava as garraias e os toiros. Trazíamos o gado bravo desde o pé do mar, para enjaular no Monte de Bate Orelhas. Campinava-se bastante e qualquer mudança de gado era acompanhada a cavalo. Tentei muita rês naquela Casa. Um belo dia apareceu o Mestre David Ribeiro Telles com cinco toiros para serem tentados. Estava apalavrado um picador para ir tentar aqueles toiros; só que eles eram grandes e pesados, e o picador, ao que parece, não esteve pelos ajustes... estava lá nesse dia o João Ribeiro Telles, que disse logo: -- “Não há problema que o Paulino tenta os toiros”… e assim foi. O D. Eduardo Cabral veio ter comigo… - “Oh Paulino não te importas de tentar os toiros?” E claro, eu respondi : -- eu não me importo, D. Eduardo ... é preciso é mandarem-me. Apurámos três, dos quais dois ficaram para o senhor Conde e um voltou para o senhor David”, os outros foram morrer...

O Francisco Paulino entretanto passou pelas marinhas de sal. A de Vasa Sacos ficou-lhe na mente. Mas mesmo aí não perdeu a ligação ao gado, pois as sessenta éguas que pertenciam à herdade ficaram sob a sua tutela. Por lá passou oito anos. A Casa de João Lopes Aleixo veio numa sequência natural e o Francisco deslocou-se para Coruche. O excesso de trabalho levou--o ao cansaço e teve que ser hospitalizado... “tive quase a bater os engaços” (...) “mas o actor nunca morre...”. A Casa Prudêncio ofereceu-me, depois de já estar recuperado, uma oportunidade e convidou-me para a ir para a Herdade dos Caniçais. Estive lá pouco tempo porque o Eng. Rosa Rodrigues andava a pedir-me para eu aceitar o lugar de maioral das vacas bravas, o que me levou a mudar mais uma vez de patrão. Pedi desculpa ao patrão João (Lopes Aleixo) e saí. Fui para Vale Carneiro. Voltei para as terras da minha meninice, (...) mas ...passado pouco tempo começaram a aparecer dificuldades e vim-me embora. Falei com o senhor Professor Potes, que era administrador da Companhia das Lezírias... (...) a única pergunta que me fez foi se eu era capaz de lidar com vacas. Passei lá vinte anos. Saí no fim de Abril de 2005.

De rija têmpera, o Francisco Paulino regista na sua história de vida algumas notas particulares. - “Na Casa do Senhor Conde Cabral andávamos a tirar os toiros das vacas, ...o cavalo em vez de saltar a vala meteu as mãos lá dentro, deu uma cambalhota, fui de rojo, bati com a cabeça nem sei onde, perdi a orientação e, ainda meio tonto, levantei-me e comecei a andar para a banda do toiro; então os outros campinos tiraram o toiro do meu caminho (...) a seguir caí para o chão e tive um desmaio. Fui para o hospital, fui observado, mas estava tudo bem. Outra vez estava a pôr um brinco num bezerro que começou a berrar... e a vaca arrancou comigo ( ...) não tive outro remédio senão fugir.... a única solução foi pegá-la de costas. E depois para sair da cabeça dela aproveitei quando ela saltou uma vala: - larguei-a e deixei-me cair dentro da aberta. Fiquei com o colete rasgado e o corpo cheio de nódoas negras”.

Ainda (...) “Há cerca de dez anos estávamos em Braço de Prata, havia lá uma festa da Companhia, e quando aquilo acabou fomos ver os toiros da Adema a passar de um lado para o outro da estrada de Alcochete. Um dos toiros voltou para trás. Os cabrestos estavam de um lado e o toiro do outro. Era preciso abrir o portão para os cabrestos passarem para o pé do toiro. Bem (pensei eu) vou lá abrir o portão! Assim que o toiro me viu!... oh abre!!!... que ele aí vem ... arrancou comigo mas eu tinha os sapatos finos calçados – os sapatos da farda - escorregaram-me os pés... o toiro apanhou-me, levei uma tareia, quase que me arrancou a orelha esquerda, esfarrapou-me e fiquei como morto. Não me matou porque não calhou. Quando os bombeiros me agarraram ouvi alguém dizer – este já cá não volta... se voltar é dentro do caixão. Estive meses até recuperar. “Para mim o gado bravo é tudo... antes quero morrer na cabeça de um toiro que doutro acidente qualquer!”

Ainda estava na Compnahia das Lezírias tive um outro acidente : - eu e um rapaz íamos atrás de um bezerro para o agarrar, o meu cavalo caiu comigo, deu uma cambalhota, fiquei debaixo dele, só consegui de lá sair com grande esforço. Acabei por ter que ser operado. E agora já não posso montar muitas horas seguidas…”

Actualmente é maioral da ganadaria do Engº Jorge de Carvalho.

Conhece todas as praças de toiros do país e em quase todas recolheu corridas. Participou na inauguração da praça de Cascais na recolha dos toiros juntamente com o António Afonso, com o jogo de cabrestos da Casa Conde de Cabral. Considera-se um campino à moda antiga e o gado bravo é a sua paixão.

Sérgio Perilhão , 07-08-2008

DESFILE ETNOGRAFICO

     

   Sábado à tarde, realizou se o desfile etnografico, com os Grupos Folcloricos que participaram á Noite no Festival de Folclores. Para além dos Ranchos Locais, Samora e Passado e da SFUS,estiveram presentes os Ranchos Folcloricos deVila Nova de Paiva - Viseu,  Danças e Cantares de Vale Domingos de Aveiro e o Rancho Folclorico da Freguesia de Anobra- Condeixa - Coimbra.

   O Desfile teve a participação de campinos e cavaleiros amadores, partiu da Avenida o Seculo junto às bombas, percorreu a Avenida terminnado no Largo do Calvario, seguindo se a homenagem ao campino.

 

PROVA DE CONDUÇÃO DE JOGOS DE CABRESTOS

  

    Sábado de manhã, decorreu a Prova de Condução de Jogos de Cabrestos das Festas de Samora 2008. No terreno cedido pelo sr Pedro Casquilho, junto à sede da ARCAS, sete jogos de Cabrestos entraram em prova. Saiu vencedores os cabrestos da Casa Herdeiros de Manuel Jose da Ursula, os cabrestos que às quintas feiras recolhem os toiros na Praça do Campo Pequeno.

  Houve também a Prova de Condução de um Cabresto, ou boi da Guia, que foi ganha pelos campinos da Casa Fernando Infante da Camara. Na Prova de Pericia de Campinos, participaram cerca de vinte cinco campinos, vencendo João Inacio "Janica" da Casa Antonio Silva.

  Foi uma manha bem animada, com a locução de todas emoções das provas por Sergio Perilhão.

AS EMOÇÕES DA PASSAGEM DE TOIROS NA AVENIDA

 

    A passagem de toiros na Avenida o Seculo em Samora Correia é sempre um momento de algum suspense e adrenalina. As ruas são vedadas, trabalho que demora algum tempo a preparar, para depois tudo acontecer em cerca de um minuto. Milhares de pessoas estavam na Avenida, tudo correu sem problemas e o toiro lá chegou ao Largo do Calvário.

MUITO PUBLICO NAS LARGADAS DE TOIROS

 

 

  

    FOGE, FOGE                                                                    DERRAPAGEM

 

      O publico, como habitualmente, tem comparecido em massa nas Largadas de Toiros das Festas de Samora. Espectaculo bem do agrado das gentes ribatejanas, as Largadas de Toiros têm decorrido em bom ritmo sem atrasos e felizmente sem feridos graves. Na largada de 6ª feira dia 15, houve tres feridos, não por colhidas, mas por descuidos nas tranqueiras.

   As emoções têm sido muitas, com muita aficion e muita adrenalina.

 

 

 

Mais fotos das FESTAS: http://fotos.sapo.pt/fotosamora/playview/19

 

VIDEOS das FESTAS: http://videos.sapo.pt/videosamora/playview/6

 

 

PERICIA AUTOMOVEL NAS FESTAS 2008

   

  

  Integrada nas Festas de Samora 2008, decorreu mais uma prova do campeonato Nacional de Pericia, que contou com a presença dos melhores pilotos Nacionais. A prova decorreu no Parque dos Alamos no Arneiro dos Corvos.

 

Mais fotos da PROVA no album das FESTAS. Click no link:

 

http://fotos.sapo.pt/fotosamora/playview/19

 

CLASSIFICAÇÕES click no link:

 

http://www.slalomclube.com/samoracorreia.xls