13 de Março de 2010

 

 

 

A Vereadora Ana Casquinha manifestou alguma consternação pela forma como o Partido Social-Democrata tem vindo a tratar as questões da saúde no Município de Benavente, designadamente
quanto ao conteúdo dum comunicado que foi posto a circular nos órgãos de comunicação social, considerando estranho que nada seja dito quanto às propostas que eventualmente possam vir a ser apresentadas para a solução dos problemas que todos reconhecem existir.
Considerou igualmente estranho que, por outro lado, tendo o assunto sido tratado em local próprio, nomeadamente nas reuniões do Executivo, se acuse o Partido Socialista de nada dizer, alegadamente por o Governo ser também Socialista.
Recordou que o problema com o qual o Município hoje se debate e vai infelizmente continuar a debater durante alguns anos, prevendo-se que seja mesmo de ruptura de médicos licenciados portugueses, para acudir às necessidades da população em geral, e não apenas do Município de Benavente, também deriva da falta de capacidade e de visão que a maior parte dos Gabinetes do Partido Social-Democrata tiveram, ao implementar os números clausus nas Faculdades de Medicina
Referiu não se tratar de problemas acerca dos quais se possa fazer politiquice, importando realmente apresentar soluções, trabalhar em prol da população, sendo certo que infelizmente se trata de um problema não apenas do Município de Benavente, mas nacional.
Disse que o Executivo, enquanto órgão de poder mais próximo das populações, terá que tentar ter uma visão um pouco mais egoística do problema e tentar solucioná-lo em sede de Câmara Municipal.
Mencionou de novo a consternação com que o Partido Socialista vê que, apesar dos problemas serem transversais a todas as forças políticas, tendo sido tomada a decisão de chamar todos os autarcas do concelho, de modo a que possam ser encontradas as melhores soluções para a população, queira fazer dos mesmos um faits-divers que provavelmente não terá as melhores consequências.
 
 
 
 
O Presidente da Camara comentou que não se iria pronunciar sobre a questão político-partidária supra referida.
No entanto, crê que a Câmara Municipal se tem pautado por uma intervenção comum a todos os seus membros, de tudo fazer para que se transmita ao Ministério da Saúde uma imagem de unidade entre os autarcas, independentemente da força política que
os fez eleger, dando a ideia de que não se trata, nem pode tratar, duma luta política, mas outrossim duma luta na defesa daquilo que é o direito à saúde da população.
 
 
 
o SENHOR VEREADOR JOSÉ RODRIGUES DA AVÓ solicitou o uso da palavra, dizendo que o conteúdo do comunicado do Partido Social-Democrata exprime, tão só, a moção apresentada na Assembleia Municipal pelo próprio PSD, pelo que é, obviamente, a posição do grupo de eleitos da bancada da Assembleia Municipal e, precisamente, uma posição política.
Acrescentou que, e não pretendendo alargar mais a intervenção, não se está a falar de politiquice, dado que muito lhe agradaria se a Senhora Vereadora, ou alguém da sua bancada, à semelhança do que fez a Dra. Luísa Portugal, tivesse comunicado na última sessão da Assembleia Municipal que o Município tinha o problema dos médicos resolvido, dizendo que ficaria muito contente e bater-lhe-ia as palmas, certamente, se tal acontecesse.

 

PUBLICADO POR samoraemmovimento às 14:41

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