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SAMORA EM MOVIMENTO

" A INFORMAÇÃO NO MOMENTO "

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BALANÇO DO SEMINÁRIO, " ASSOCIATIVISMO QUE FUTURO?

 

 

 

 

A UNIÃO FAZ A FORÇA DAS ASSOCIAÇÕES

 

Seminário “Associativismo que Futuro?” destaca preocupações dos dirigentes

 

Um sistema fiscal que trata as associações como empresas é uma das principais preocupações dos dirigentes associativos bem vincada no seminário que no sábado, 25 de Setembro, reuniu mais de seis dezenas de dirigentes associativos em Benavente.

O presidente da Confederação das Colectividades de Cultura e Desporto, Augusto Flor anunciou que está para breve o lançamento do pagamento por conta junto das associações, mas o líder da confederação que congrega associações de todo o país pediu aos dirigentes associativos que deêm força à confederação para lutar contra mais uma imposição sem sentido. Na prática, o Ministério das Finanças pretende que tal como as empresas, as associações sem fins lucrativos paguem antecipadamente um valor que será corrigido no ano seguinte após a análise da declaração de rendimentos da associação. Esta medida vai obrigar todas as associações a terem escrita organizada e a adiantarem verbas que muitas vezes não têm, o que representa mais uma despesa e novas preocupações para os dirigentes associativos.

Outra preocupaçao bem vincada no seminário foi o facto dos dirigentes associativos responderem solidariamente, com o seu próprio património, perante todas as eventuais irregularidades e dívidas da associação. “Corremos o risco de prejudicar as nossas famílias, hipotecando o património dos nossos filhos para responder a situações da associação que servivos em regime de voluntariado”, explicou o vice-presidente da Câmara Municipal de Benavente, Carlos Coutinho que criticou a postura de “perseguição” evidenciada pelas Finanças junto de algumas associações do concelho.

Apesar das dificuldades vividas no meio associativo ainda há muitos dirigentes que dão tudo para dignificarem as associações que servem. Ludgero Mendes, organizador do Festival Internacional de Folcore de Santarém contou que este ano sacrificou três semanas de férias para garantir a organização de um dos maiores eventos do folclore nacional. “Não me arrependo, o associativismo dá-me muitas alegrais, muitas compensações. As monetárias não me preocupam, vivo do rendimento da minha profissão. O associativismo é um passatempo”, referiu o dirigente com mais de 30 anos de dedicação a diversas associações.

A Mestre Lucinda Martins falou do papel das mulheres no meio associativo e trouxe ao debate várias experiências que provam que a discriminação de género existe. “Ainda ouvimos dizer que devíamos era estar a cuidar dos filhos e que somos uma associação de saias”, referiu a vice-presidente da ARCAS, associação organizadora de “grandes eventos” em Samora Correia, e que tem uma clara maioria de mulheres a dirigir os seus destinos.

Neste seminário, que contou com a presença do deputado António Filipe (PCP)-o único que respondeu ao convite- ficou bem evidente que “a união faz a força” e foram feitos vários apelos para a criação de confederações municipais e distritais onde as associações se possam unir para ganhar força e poder de reivindicação junto do Governo e da Assembleia da República.

Em aberto ficou a possibilidade de se organizarem novos seminários e acções de formação que permitam abordar com maior profundidade as questões da Fiscalidade, Legislação, Formação e Candidaturas para apoios à dinamização do tecido associativo.

 

O presidente da Assembleia Municipal de Benavente, Carlos Pernes garantiu que a comissão organizadora já tem na forja outros projectos e considerou que o debate abriu novos caminhos para o futuro do movimento associativo na região.

 

NELSON SILVA LOPES

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