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A AREPA JÁ PAGOU 78 MIL EUROS ÁS FINANÇAS

 

 

 

NOTICIA JORNAL O MIRANTE

 

A AREPA – Associação Recreativa do Porto Alto, no concelho de Benavente, pagou 78 mil euros às finanças. O valor diz respeito a impostos aplicados sobre organização de festas anuais e outros eventos como quermesses, bailes, festivais de folclore e peditórios dinamizados pela associação sem fins lucrativos.

 

A direcção da associação entende que a colectividade deveria estar isenta destes impostos mas ainda assim optou por saldar a dívida. O pagamento foi feito esta quarta-feira, 23 de Março, ao balcão das Finanças de Santarém antes de ser esgotado o prazo dado para o efeito – 31 de Março. O dinheiro usado para pagar a dívida é da associação que para completar o montante solicitou à Câmara de Benavente que adiantasse parte do subsídio de apoio à colectividade relativo a 2011. “A AREPA não deve agora nada a ninguém”, disse a O MIRANTE o presidente da direcção, António Lameiras, que revela que pela primeira vez em quatro meses dormiu uma noite descansada.

 

Como o MIRANTE noticiou em Dezembro a contabilidade mal organizada da associação, que estava a ser efectuada por um profissional da área gratuitamente, levou as finanças a elaborar um relatório em que exige à colectividade o pagamento de impostos em relação a algumas operações da AREPA que deveriam estar isentas.

 

“Tínhamos uma rubrica ‘prestação de serviços’ e as finanças entenderam que estávamos a alugar atletas quando na realidade o valor diz respeito às quotas pagas pelos atletas para praticar determinada modalidade”, explicou então António Lameiras, que justifica a inclusão de determinadas rubricas na contabilidade da associação para permitir que os sócios pudessem analisar claramente as contas.

 

Em Novembro o dirigente associativo, convicto de que as contas da AREPA estavam em conformidade com o que é exigido, abriu de boa fé as portas aos inspectores das finanças. Só percebeu que algo estava mal quando a associação foi notificada a 23 de Novembro deste ano para pagar um montante exorbitante. Pediu ajuda a advogados e auditores e conseguiu apresentar um recurso que já foi remetido à Direcção de Finanças de Santarém.

 

Para quem dedicou as últimas duas décadas da vida ao associativismo no Porto Alto foi um duro golpe enfrentar uma situação como esta. Os problemas consumiram o dirigente associativo que emagreceu seis quilos no espaço de um mês. António Lameiras chegou a dizer que assim que as contas estiverem regularizadas vai deixar a colectividade. “Há 17 anos que o relatório e contas da AREPA era feito da mesma forma”, ilustra.

 

A Câmara Municipal de Benavente já criou entretanto o gabinete de apoio ao associativismo, que funcionará com recurso à prata da casa existente na autarquia, mas os autarcas lembram que o gabinete não vai substituir-se às colectividades e sublinham que não é uma “varinha mágica” para resolver os problemas.

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