23 de Outubro de 2014

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AGRESSÃO E TORTURA NO POSTO DA GNR DE MAFRA

Amigas e amigas, hesitei muito se deveria divulgar este caso, mas como sou um homem de causas e porque hoje fui eu, mas amanhã pode ser a minha filha ou a minha mãe a vítima, decidi levar este caso de brutal agressão e tortura até às últimas consequências com queixas nas autoridades e divulgação na comunicação social que me abordou. Não tenho medo de morrer, não tenho medo das ameaças feitas de forma sublime, e tudo farei para que seja feita justiça.
No dia 10 de outubro, sem que nada o justificasse, um militar, alegadamente transtornado com a vida, mandou o colega algemar-me e agrediu-me e torturou-me durante cerca de 45 minutos no interior do Posto da GNR de Mafra. A ambulância do INEM de Mafra foi buscar-me ao posto e transportou-me ao Hospital de Torres Vedras onde fui assistido a várias lesões no crânio, braços, coluna, rim direito, escroto. Fui agredido com pontapés, joelhadas, murros atrás do pescoço, na zona lombar e nos escrotos e obrigado a beber água de um balde das obras com restos de cimento. Havia no posto mais 3 militares e 3 civis que, assistiram ao início das agressões e permitiram que fosse fechado numa sala com o militar completamente transformado num monstro.
A GNR demorou 12 dias a responder aos esclarecimentos dos jornalistas e apresenta uma versão com um conjunto de inverdades que só espelham o desespero do militar e de quem o comanda. Nestes 12 dias, perdi sangue pelas fezes devido a lesão interna, e tenho sofrido com dores físicas e da alma. Em 44 anos de vida, este foi o momento mais doloroso, e a minha vida não tem sido fácil. Agradeço a ajuda da família e de dezenas de amigos, muitos militares da GNR, autoridades civis e militares, camaradas jornalistas que têm estado ao meu lado e me acompanharão neste GRITO de ALERTA porque da GNR esperamos proteção, amparo e manutenção da ordem pública. Não esperamos agressão, tortura e humilhação. Ressalvo que não generalizo tenho o maior respeito e consideração pela instituição GNR e pelas mulheres e homens que a servem com ética, rigor e respeito pelo cidadão.
Um abraço a todos e aos que tiverem dúvidas sobre esta situação insólita, não especulem, estou disponível para todos os esclarecimentos e o julgamento será publico.

nelson lopes

 

PUBLICADO POR samoraemmovimento às 23:32

Anónimo:
Olá Nelson rápidas melhoras

O actual problema da GNR é que recruta, muitos homens e mulheres que não tem qualquer formação cívica para desempenhar a missão que lhes é confiada. Acham que por vestir uma farda não devem respeito para com o outro e que são “seres” especiais que estão acima da Lei

Felizmente há excepções

Boa sorte com a tua luta, da minha parte só posso enviar solidariedade.
24 de Outubro de 2014 às 10:00

Ludmila:
Que horror!!
Acho que fez muito bem em publicar,estas situações não podem passar impunes, o gnr tem que ser punido.
24 de Outubro de 2014 às 11:00

Anónimo:
Vamos mudar a situação?

http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalhePerguntaRequerimento.aspx?BID=85534

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2 de Fevereiro de 2015 às 10:53

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