20 de Abril de 2010

 

 

A ministra da Cultura assinalou no passado domingo o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios na Companhia das Lezírias (CL), em Samora Correia, local que escolheu por simbolizar a “diversidade de que é composto o património cultural” português.

Gabriela Canavilhas, que foi acompanhada no início da visita pelo ministro da Agricultura, António Serrano, sublinhou que a escolha da CL visou mostrar como o património cultural interage cada vez mais “com outros domínios, nomeadamente o ambiente, a ruralidade, as questões ligadas à natureza”.

Esta “transversalidade faz com o que o nosso património seja riquíssimo”, frisou, citada pela agência Lusa.

O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que tem este ano por tema o património rural e as paisagens culturais, está a ser assinalado com 480 actividades a decorrer em 165 concelhos do país, envolvendo 420 entidades públicas e privadas, sublinhou.

Para a ministra, a visita à CL constituiu uma “oportunidade para partilhar a fruição de um imenso património, rural, florestal, genético animal e imaterial, que aqui é construído e acarinhado de forma sustentável e contribui não apenas para a riqueza produtiva nacional como também para a fruição pública”.

Gabriela Canavilhas visitou alguns locais daquela que é a maior empresa agropecuária do país (com uma área de 20 mil hectares) gerida por uma sociedade anónima detida na totalidade pelo Estado.

Citado pela Lusa, o presidente do conselho de administração da Companhia das Lezírias, Vítor Barros, sublinhou o papel desempenhado pela empresa do ponto de vista do ordenamento do território, frisando que seria “criminoso se algum dia fosse privatizada”.

Vítor Barros realçou o facto desta extensa área constituir “um paraíso e um pulmão” às portas da capital do país, o que deverá ser único na Europa e que considerou ser “fundamental preservar”.

António Serrano, que Vítor Barros afirmou ter ajudado a que a privatização da empresa ficasse de fora da lista do Plano de Estabilidade e Crescimento, garantiu que o modelo de gestão da empresa se vai manter.

O ministro realçou o trabalho de “excelência” que é feito na CL, conciliando o trabalho agrícola com a preservação do ambiente e a biodiversidade, “com muita produção biológica e integrada” realizada com “muito sucesso”, dando lucro ao Estado.

“Escolhemos este exemplo de gestão pública na área da agricultura como demonstração de que também é possível fazer bem feito na área pública. Não havia sítio melhor que este para mostrar à senhora ministra da Cultura”, afirmou.

PUBLICADO POR samoraemmovimento às 21:50

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